Resposta curta: usar o preço do balcão no delivery é o erro que mais corrói margem, porque a entrega carrega três custos que o salão não tem: comissão do aplicativo, embalagem e a própria entrega. Precificar bem significa montar o preço com esses custos dentro, e não descobrir no fim do mês que o volume subiu e o lucro não.
No salão, o cliente ocupa mesa e paga o preço de tabela. No delivery entram três despesas novas: a comissão sobre o valor do pedido, quando ele vem por marketplace, a embalagem de cada item e o custo de levar a comida até a porta.
Prato que deixa boa margem no salão pode virar prejuízo no aplicativo, principalmente em pedido de ticket baixo, onde a embalagem pesa proporcionalmente mais.
Custo do insumo, embalagem completa do item, comissão do canal, custo de entrega e a parcela dos custos fixos que aquele pedido precisa cobrir. Muita operação para no primeiro e monta o preço em cima só do insumo.
Vale calcular por canal, não uma vez só. O mesmo prato tem margem diferente no marketplace e no seu WhatsApp, e é exatamente essa diferença que justifica trabalhar o canal próprio. Veja quanto a comissão pesa hoje.
Muita operação faz isso, com preço um pouco maior no marketplace para absorver a comissão. Faz sentido econômico, mas exige cuidado: o cliente compara, e diferença muito grande passa a impressão de que ele estava pagando caro antes.
A alternativa que costuma render mais é manter o preço parecido e dar um motivo para pedir direto: brinde, condição ou entrega, coisas que custam menos que a comissão. Entenda a lógica em iFood Ads ou tráfego próprio.
Combo funciona porque dilui a embalagem e a entrega em cima de um ticket maior. O mesmo trajeto de motoboy entrega um pedido de trinta ou de setenta reais, e o segundo carrega muito melhor o custo fixo.
Pedido mínimo cumpre o mesmo papel do outro lado: impede que o pedido pequeno demais torne a entrega inviável. Os dois juntos costumam mexer mais na margem do que aumentar preço. Veja como aumentar o ticket médio.
Sempre que o insumo mudar de faixa, quando a comissão do canal mudar e pelo menos a cada trimestre. Cardápio que fica um ano parado enquanto o custo sobe é o jeito mais silencioso de perder dinheiro com o restaurante cheio.
Uma revisão trimestral rápida, item por item, com a conta de margem por canal, evita a correção brusca que assusta o cliente lá na frente.
Esse número diz, em reais, quanto custou cada pedido. É o que permite responder a pergunta que todo dono de delivery deveria saber de cabeça: o meu anúncio está trazendo pedido mais barato ou mais caro do que a comissão do aplicativo?
Digamos que num mês você investiu R$ 1.000 em anúncio e trouxe 200 pedidos pelo seu canal próprio, no WhatsApp:
R$ 1.000 ÷ 200 pedidos = R$ 5 de custo por pedido, sem comissão, e o cliente fica na sua base.
Agora compare com um pedido no aplicativo: além de qualquer anúncio, ele leva a comissão sobre o valor. Num pedido de R$ 60 com comissão alta, só a comissão já passa fácil dos R$ 5. É por isso que o canal próprio costuma sair mais barato por pedido no médio prazo.
No aplicativo, o custo por pedido esconde a comissão. Você vê o pedido entrar, mas a mordida no valor vem depois. No canal próprio, o custo é o anúncio, e só. Quer ver, em números, quanto a comissão pesa hoje no seu delivery? Use a calculadora da taxa do iFood. E entenda por que vale construir o seu canal próprio.
Custo por pedido é metade da conta. A outra metade é o retorno: para cada real investido, quanto voltou em venda. Você não precisa de planilha complicada, precisa de três números na mesma tela: quanto investiu, quantos pedidos entraram e quanto faturou. Com isso, você sabe qual canal e qual horário rendem mais e move a verba para onde o retorno é maior.
O que trava a maioria é não ter esses números organizados. Na Beatus, você acompanha o custo por pedido e o retorno do seu investimento num painel, ligado ao pedido que cai no WhatsApp atendido pela IA. Fica claro o que está funcionando, sem achismo, para decidir com número e não com sensação.
Pode, e muita operação faz para absorver a comissão. O cuidado é com o tamanho da diferença: muito grande, o cliente percebe e se sente lesado. Uma alternativa é manter preços próximos e dar vantagem a quem pede direto, o que custa menos que a comissão.
Some insumo, embalagem, comissão do canal e o custo de entrega, e compare com o preço cobrado. O que sobra ainda precisa cobrir a parcela dos custos fixos daquele pedido. Faça a conta por canal, porque a margem muda entre marketplace e canal próprio.
Aumenta quando eleva o ticket sem elevar na mesma proporção a embalagem e a entrega. O mesmo trajeto de entrega carregando um pedido maior dilui melhor o custo fixo. Combo que só dá desconto sem subir o ticket faz o contrário.
Pelo menos a cada trimestre, e sempre que o custo do insumo ou a comissão do canal mudarem. Cardápio parado por um ano enquanto o custo sobe é a forma mais silenciosa de perder margem com o restaurante cheio.
Diagnóstico gratuito em até 24h: olhamos a sua margem por canal e mostramos onde o preço está comendo o lucro.
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