Resposta curta: para precificar uma marmita fit, some o custo dos insumos, a embalagem, o gás e a energia, a mão de obra por marmita e a entrega. Esse é o seu custo real por unidade. Só depois aplique a margem que o seu negócio precisa. Quem calcula só o custo dos ingredientes costuma trabalhar de graça sem perceber.
A maioria calcula proteína, carboidrato e legume, e para por aí. O custo real tem mais camadas, e são elas que decidem se sobra dinheiro no fim do mês:
Custo real por marmita = (insumos + embalagem + energia + mão de obra + entrega + taxas) ÷ número de marmitas produzidas
Com o custo real na mão, o preço sai da margem que o seu negócio precisa para pagar as contas fixas e sobrar lucro. Um caminho comum é trabalhar com margem que cubra o custo fixo mensal dividido pelo volume que você consegue produzir, e não copiar o preço do concorrente sem saber a estrutura dele.
Cuidado com a armadilha do preço baixo: numa operação de marmita, vender mais barato significa produzir mais unidades para o mesmo lucro, e produção é limitada por cozinha, gente e horas.
O desconto do plano tem que sair do que você economiza, não da sua margem. Quem compra 20 refeições reduz o seu custo de aquisição, dá previsibilidade de compra e concentra a entrega, e é isso que financia o preço menor por refeição.
| Formato | O que você ganha | Onde cabe o desconto |
|---|---|---|
| Avulso | Nada além da venda | Sem desconto |
| Plano de 10 | Previsibilidade e uma entrega só | Desconto pequeno por refeição |
| Plano de 20 | Menos aquisição, menos entrega, compra melhor | Desconto maior, ainda com margem |
Depois de acertar o preço, o próximo número que importa é quanto custa trazer cada cliente novo. É o custo por pedido, e ele conversa direto com o preço que você acabou de definir.
Some insumos com perda, embalagem, gás e energia, mão de obra por marmita, entrega e taxas de pagamento. Divida pelo número de marmitas produzidas para achar o custo real por unidade, e só então aplique a margem que cobre o seu custo fixo e o lucro.
Embalagem, a própria mão de obra e a entrega. São os três custos que somem da planilha e aparecem no fim do mês como lucro que não veio.
O suficiente para o preço por refeição ficar visivelmente menor que o avulso, saindo do que você economiza com previsibilidade, entrega concentrada e menor custo de aquisição. Desconto que sai da margem transforma volume em prejuízo.
Depende da distância e do ticket. Em plano semanal, embutir a entrega no preço costuma funcionar melhor porque simplifica a decisão, desde que a conta feche. Para avulso de longe, cobrar separado protege a margem.
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